O que te desconecta de você mesmo?

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A cada novo ciclo nos despertamos para as novas possibilidades que a vida nos reserva. Mas com o tempo, bate aquele desânimo e deixamos a vida nos levar… Algo nos desconecta de nossa essência mais pura e bloqueia nossa visão, fazendo com que “paremos no limbo”.

O que te desconecta de você e te afasta da sua rota? Reflita comigo nesse post.

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O que você encontra aqui:

  • O bloqueio fundamental, mas perigoso: Medo
  • Cobranças: Autocrítica, autoflagelo
  • Insatisfação profunda
  • A ambígua rotina
  • Preguiça – lei do mínimo esforço
  • Não querer mudar te desconecta de você!


O bloqueio fundamental, mas perigoso: Medo

Ter medo é algo natural do ser humano. Durante muitos anos, na época dos antepassados, o medo ajudou o homem a fugir de momentos potencialmente perigosos, perpetuando nossa espécie.

O medo ainda nos salva hoje, fazendo com que tomemos cuidado ao atravessar a rua ou que façamos algo que possa ser prejudicial para nós. Nesse sentido, o medo é um bloqueio fundamental!

Porém, não passamos por tantas situações perigosas, quanto àquelas pelas quais nossos antepassados passaram.

Nossos medos hoje são, em sua maioria, “coisas da nossa cabeça”. Apesar de eu ter colocado entre aspas, essa é a mais pura verdade!

Nossa mente cria possibilidades – que na verdade são mais impossíveis do que possíveis – bloqueando nossas ações.

Você já enfrentou seu medo alguma vez e percebeu que todos aqueles “poréns” eram apenas coisas que sua mente criou?

Eu já passei por isso e vi que há situações tão simples de serem resolvidas, mas que conseguimos transformá-las em grandes catástrofes, quando deixamos o medo falar mais alto!

 

Por que o medo nos desconecta de nós?

Porque quando percebemos o perigo que enfrentaremos, quando damos ouvidos aos problemas que podem surgir, quando nos focamos nas intempéries pelas quais podemos passar, logo nos acovardamos e preferimos nos abraçar à zona de conforto a correr esses riscos.

O que fazer?

Quando você sentir o medo tomar conta, principalmente quando se tratar de algo impalpável, pare, respire e analise se o seu medo aponta para um perigo real ou é apenas sua mente que está “fantasiando”.

Em se tratando de fantasias da mente, respire fundo e prossiga!

 

Cobranças: Autocrítica, autoflagelo

As cobranças podem ser tanto externas quanto internas. Externas são aquelas dadas pelo chefe da empresa ao seu funcionário, por exemplo. Já as internas são puramente nossas.

Já reparou como é fácil se autoflagelar? Dizer palavras rudes para si é muito simples…

Pare pra pensar agora quantas palavras boas a seu respeito você disse hoje?

E quantos elogios você fez para outra pessoa?

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Notou a diferença?

Em alguns âmbitos a cobrança é algo natural, como em ambiente corporativo – como eu exemplifiquei. E também é importante ter disciplina consigo, para atingir seus objetivos.

Porém, viver se cobrando, criticando e flagelando não ajuda a melhorar a situação que você tanto quer mudar… Isso só te afasta de você mesmo.

Porque, dessa maneira, só se enxerga coisas ruins. O hábito de se criticar faz com que não consiga enxergar as coisas boas, as qualidades, as virtudes e habilidades que já se possui.

E, consequentemente, isso te desconecta de você mesmo, de sua essência mais pura.

 

O que fazer?

Há alguns exercícios muito bons para nos ajudar com autocrítica:

  1. Substitua: substitua as palavras ruins que fala sobre e para si por 2 palavras boas (qualidades, habilidades, competências etc) que estejam relacionadas umas às outras. Exemplo: Substitua “Eu não presto” por “Eu sou competente e capaz!”.
  2. Escreva: Ter um caderno de anotações para desabafar é de suma importância para momentos de estresse, chateação e aqueles em que nos sentimos “um lixo”. E esse processo funciona pois colocar pra fora nossas emoções cura e traz tranquilidade.

 

Insatisfação profunda

 

No mesmo sentido da autocrítica caminha a insatisfação profunda. Pois, quando estamos profundamente insatisfeitos não conseguimos ver graça na vida.

Quero propor um exercício agora: olhe ao seu redor e veja quantos objetos azuis tem perto de você.

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Pronto? Já fez?

Então, agora, elenque quantos objetos vermelhos você viu?

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Nenhum não é! Isso porque você estava focado em procurar os objetos azuis. Não há como se focar em mais de uma coisa ao mesmo tempo!

Ou nos focamos em reclamar, em alimentar nossa insatisfação, ou em agradecer e enxergar o que nos acontece sob uma perspectiva mais positiva.

A insatisfação faz com que, da mesma forma que o autoflagelo, não consigamos observar as virtudes e habilidades que já possuímos, nos concentrando no que não temos ainda.

 

O que fazer?

 

Assim como é importante ter um caderno para desabafar, é igualmente importante ter um para escrever pelo que você é grato naquele dia.

Quanto mais escrevemos, mais percebemos as coisas boas que nos acontece e, consequentemente, atraímos mais bênçãos.

 

A ambígua rotina

E eu digo ambígua porque a rotina tanto nos beneficia quanto nos atrapalha.

Beneficia quando a rotina se trata de planejamento. Estruturar as atividades durante dias, semanas, meses e ano nos ajuda e muito a cumprir as metas e alcançar o objetivo tão desejado.

Nesse sentido, a rotina é essencial! Sem ela não conseguimos avançar!

 

Agora, quando se trata de conformismo, aí a rotina é algo negativo. Geralmente só nos apegamos a esse sentido da palavra e nos tornamos avessos a qualquer tipo dela.

Devemos sim fugir do conformismo, de viver sempre o mesmo, e buscar algo novo, pois é isso que dá sentido à vida: mudança, novidade.

 

A rotina te desconecta de você porque suas prioridades, sonhos e desejos mais sinceros acabam se perdendo entre tantas tarefas, compromissos e deveres à fazer.

 

O que fazer?

 

Crie uma rotina – planejamento – não esquecendo de tirar tempo para si, para o que mais importa na sua vida. Assista ao vídeo abaixo para entender como fazer isso: 

 

Preguiça – Lei do Mínimo Esforço

 

Nosso cérebro trabalha com a Lei do Mínimo Esforço. Por isso ela cria hábitos: para economizar energia com o que não é vital e, assim, ter mais energia para criar, inventar, aprender coisas novas.

Porém, tudo o que nos traz desconforto, tudo o que exige mais empenho, nosso cérebro tenta nos “prevenir” disso.

Por isso mesmo que para um novo hábito ser implantado é preciso que haja recompensa envolvida. Caso contrário, não conseguimos manter o ritmo e, em pouco tempo, abandonamos a ideia, o projeto, os sonhos.

 

Por mais que a preguiça seja algo natural, você não pode se apegar a ela, pois além de tomar seu tempo com o que não é essencial e te afastar de ser uma pessoa realizada, ela te desconecta de você mesmo.

 

O que fazer?

 

Há uma técnica que aprendi há pouco tempo chamada “3… 2… 1… Agora!”. 

Pareceu boba ou simples demais? Mas, esse é o segredo: a simplicidade! Não preciso nem explicar muito, imagino que você já decifrou do que se trata!

Bem, só pra reforçar: Toda vez que aquela preguiça bater à porta… Toda vez que a vontade de deixar pra lá vier, conte em sua mente “3… 2… 1…” e comece a fazer aquilo que está postergando.

 

Não querer mudar te desconecta de você!

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E por fim, elenco na lista do que te desconecta de você mesmo o não querer mudar.

Engano nosso achar que as coisas não têm que mudar… As coisas sempre mudam! Tudo muda!

Se você prestar atenção na natureza, por exemplo, verá que ela está em constante alteração: de clima, de estações etc.

E com nossa vida não é diferente!

A água é um belo exemplo para ilustrar a fluidez da vida. Se você ainda não observou o curso da água, pare um dia e observe: nada a impede, nada a bloqueia. E onde a água fica parada se forma lodo e vira local para procriação de insetos perigosos.

Fazendo uma associação, quando nossa vida para, as coisas começam a “enferrujar”, a “cheirar mal” e até criar resultados negativos, indesejados.

Mudanças são necessárias e saudáveis! Deseje estar em constante mudança e crescimento.

 

O que fazer?

 

O que fazer para desejar mudar? Esse é um trabalho interno e constante. Nesse caso a aceitação e o desejo são muito importantes. Nem sempre eles estarão juntos.

Pode acontecer de uma “mudança brusca” surgir (na verdade nada acontece de uma hora para a outra) te pegando despreparado. Então, trabalhar a aceitação é necessário para passar pela situação de cabeça erguida.

Já há momentos em que a mudança é planejada, como por exemplo quando se quer mudar de emprego, para melhor, ou crescer na carreira. Aqui a ação partiu do desejo e essa é uma porta que se abre para que a mudança possa acontecer.

O importante é entender que mudanças têm que acontecer para que a vida seja fluida e mais leve! Aceite!

Essas foram algumas coisas que te desconecta de você mesmo. Há outras, claro, mas espero que com as dicas que te dei aqui você já comece a se reconectar consigo, pois sem isso, sem estar alinhado com você, a vida não tem graça!

 

Espero ter gostado desse post. Se gostou comente e compartilhe em suas redes sociais.

 

Abraços 😉


Imagens: Pexels